sobre
Woodstock Presente Futuro
Em agosto de 1969 (dias 14,15 e 16) aconteceu o festival de Woodstock - three days of peace and music. Passados quarenta anos do evento como podemos pensar e discutir seus efeitos?

A novidade, o impacto inicial foi enorme. Nunca tanta gente havia se reunido para celebrar a música e a ideologia de um pensamento de paz – (antibelicista) – amor (sexo podia ser feito com liberdade) e música. Tudo isto embalados pelas imagens fotográficas e cinematográficas que fizeram com que alguns grupos pudessem estar fixados no universo sonoro de várias gerações.

O festival da província de Bethel, realizado na fazenda de Max Yasgur, foi a síntese de um momento da história dos EUA e da cultura ocidental. Nos interessa investigar a novidade de como esta síntese aconteceu e quais os elementos que ainda permanecem atuais.

Robson de Freitas Pereira 0
11 de janeiro




O festival de música Morrostock¹ tem seu nome evidentemente inspirado no histórico Woodstock. “Morro” porque acontece num camping que fica no Morro Ferrabrás em Sapiranga - RS. Dá para dizer que algo da alma do evento- no sentido de um intuito libertário, de uma revolução pela música - também está inspirado no Festival de 69.

Sexo, drogas e rock’n’roll ainda é um ideal alternativo, mas já não é mais o único pano de fundo dessas galeras. Montar acamps, dar uma pernada, curtir um visú, fazer um luau , vestir um pano rasgado e calçar Converse (All Star) é hoje se sentir o mais rebelde dos rebeldes.

Barracas, fogueiras, chuva e, inevitavelmente, barro, bastante barro também compuseram o cenário do feriadão regado a rock e alguns dias sem banho. Qualquer coincidência é mera semelhança!

Esta foi a cena comum, o laço social compartilhado naquele espaço. Quatro dias de bandas brasileiras de rock independentes – que iam do punk ao rock brega – tinha pra todos os gostos (de roqueiros, é claro).

Mas uma placa avisava “proibido tocar música popular de mau gosto”. Foi então que percebi claramente algo que eu já sentia, mas não sabia nomear: o que não coincide entre os suportes de terra e o de madeira; o Morro e o Woodstock². O que aquela placa anunciava era a sobreposição de um gosto musical aà uma causa social. O Morrostock estava mais para uma rebeldia “adolescentizada” e esvaziada, da coisa pela coisa, do que uma forma de protesto engajado em um discurso político que concernisse algo que fosse além de um gênero musical.

Talvez por isso eu ainda seja nostálgica dos anos 60 e 70, onde os movimentos de juventude pareciam muito mais paz e amor (que significavam um engajamento político no seu mais amplo sentido). Por mais que seja “saudades do que não vivi”³; parece-me que então contava muito mais uma atitude do que um cenário . Que mesmo alguém vestido de terno e gravata se permitiria entregar uma flor a um policial em meio a um protesto .

Mas há esperança, terráqueos! Esta foi apenas uma de minhas experiências. Gostaria sim de poder contar sobre uma outra vivência chamada “Psicodália ”, um movimento que faz festivais itinerantes pelo Brasil não somente na idéia de divulgar bandas independentes, mas também e, sobretudo, da convivência em harmonia, do cuidado com a natureza, do debate de formas alternativas de sustentabilidade, arte, cultura e outras “bixo-grilices”. Não tem stock no nome; mas, na alma .
¹ O último acontecido nos dias 9, 10, 11 e 12 de Outubro de 2009, na sua 3a edição – organizado pelo Bar do Morro.
² Woodstock, traduzido literalmente quer dizer “estrutura de madeira” ou “suporte de madeira”.
³ Nasci nos anos 80.



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11 de novembro
Ciclo de Filmes na Sala Redenção comemora os 40 anos do Festival de Woodstock
Subversões: juventude e transgressividades

Dias: de 16 a 20 de novembro
Local: Sala Redenção - Cinema Universitário - UFRGS - Campus Centro Entrada Franca

O ciclo de filmes Subversões: juventude e transgressividades que começa nesta segunda-feira (16 de novembro) comemora os 40 anos do Festival de Woodstock com uma mostra da produção cinematográfica representativa do legado de um dos maiores acontecimentos culturais dos anos 60. A trilha sonora e gravação de imagens fotográficas e cinematográficas, que resultou no documentário 3 Dias de Paz, Amor e Música, de Michael Wadleigh, fez com que o Festival de Woodstock alcançasse as gerações posteriores com seus ideais antibelicistas. O documentário mostrou ao mundo algo antes nunca sonhado: em torno do imenso palco montado em uma fazenda na cidade Bethel, no Estado de Nova Iorque, cerca de 500 jovens viveram uma experiência única com uma mensagem de paz e a favor das liberdades ao som de grandes nomes do rock’n’roll.

Os filmes selecionados para este ciclo, que tem curadoria dos psicanalistas Liliane Froemming e Robson de Freitas Pereira, traduzem a atmosfera do período e também revelam os efeitos do Festival de Woodstock na sociedade. São eles: The Doors (1991), de Oliver Stone; Woodstock – 3 dias de paz, amor e música (1970), de Michael Wadleigh; O sonho não acabou (1982), de Sérgio Rezende; If... (1968), de Lindsay Anderson; e Zabriskie Point (1970), de Michelangelo Antonioni. Na terça-feira (17 de novembro), às 19h, após a projeção do documentário de Michael Wadleigh, haverá um debate com o jornalista e escritor Juarez Fonseca e com os psicanalistas Liliane Froemming e Robson de Freitas Pereira.

Subversões: juventude e transgressividades é uma promoção da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA) em parceria com a Sala Redenção – Cinema Universitário, do Departamento de Difusão Cultural da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.


PROGRAMA

16 de novembro (segunda-feira), 19h
The Doors (1991) – Direção de Oliver Stone. Biografia de Jim Morrison e da banda The Doors, uma das mais influentes dos anos 1960.

17 de novembro (terça-feira), 16h
Woodstock – 3 dias de paz, amor e música (1970) – Direção de Michael Wadleigh. Documentário sobre o Festival de Woodstock, editado por Martin Scorsese e Thelma Schoonmaker.

19h – Debate sobre o filme com a participação do jornalista e escritor Juarez Fonseca, e dos psicanalistas Robson de Freitas Pereira e Liliane Froemming.

18 de novembro (quarta-feira), 19h
O sonho não acabou (1982) – Direção de Sérgio Rezende. No ano em que se prepara para o vestibular, um grupo de amigos inquietos e turbulentos vive com intensidade sonhos e angústias juvenis.

19 de novembro (quinta-feira), 19h
If... (1968) – Direção de Lindsay Anderson. História alegórica sobre um revolucionário líder estudantil. Mostra a rebelião, a insatisfação com o status quo, o sentimento de liberdade e a necessidade de novas conquistas.

20 de novembro (sexta-feira), 19h
Zabriskie Point (1970) – Direção de Michelangelo Antonioni. Retrato da América do Norte nos anos 60 na perspectiva de dois jovens. Mostra o movimento de contracultura. 0
10 de novembro
debate sobre 40 anos de Woodstock


Revista virtual da Feira do Livro traz matéria sobre a Mesa Woodstock.

Clique aqui para ler a matéria. 0
09 de novembro
APPOA e a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre
DIA 13 DE NOVEMBRO (SEXTA-feira)
A APPOA aposta na inserção do discurso psicanalítico no diálogo com os outros discursos; por isso faz questão de estar presente nas praças por onde circulam muitas vozes. Participar desse “burburinho” da cultura, muito mais do que mera difusão da psicanálise, constitui-se num exercício da castração, desafio que acompanha nossa permanente formação como analistas.


PROGRAMAÇÃO

DIA 13 DE NOVEMBRO (6ª feira)

NO PAVILHÃO CENTRAL DE AUTÓGRAFOS
17h30min – Sessão de autógrafos dos autores:
- Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre – Da infância à adolescência: os tempos do sujeito, Porto Alegre, n. 35, jul/dez. 2008.
- Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre – Clínica da angústia, Porto Alegre, n. 36, jan/jun. 2009.

Obs: Solicitamos que os membros da Appoa retirem seu exemplar da Revista n. 36 com antecedência na secretaria da Appoa, a partir do dia 4 de novembro. Na Feira, haverá somente exemplares para comercialização na Barraca da Arteliter, ao lado do Bistrô do Margs e, no dia, também na Barraca de autógrafos.

NO SANTANDER CULTURAL, SALA OESTE
19h – Mesa-redonda: WOODSTOCK, 40 ANOS DEPOIS – Diálogo sobre a importância e o legado do Festival de Woodstock

PARTICIPANTES:
Robson de Freitas Pereira (Psicanalista/APPOA)
Juarez Fonseca (Jornalista, escritor)
Luís Augusto Fischer (Professor de literatura/UFRGS, escritor) 0
18 de setembro
Talking Woodstock um filme de Ang Lee
Inspirado no livro de Elliot Tiber, Taking Woodstock é uma joia. Uma joia, porque recusa a abordagem direta e crua do concerto mítico. No filme de Ang Lee, tudo se passa à volta de Woodstock. Não ouvimos os sons de Woodstock senão como remota música de fundo, e não vemos o palco senão como um centro distante do universo, fascinante e intangível.

Em Taking Woodstock, a idealização da contracultura é compensada pela perspectiva, que é porventura a questão central do filme. O que vemos é o desenrolar de uma pequena novela familiar, tendo ao centro um garoto que ensaia sair de casa, e que vive o drama de afinal morar ao lado da fazenda onde se deu o concerto. Woodstock não é para ele o “outro lado”, e a saída do círculo familiar – com a necessária e dolorosa negação dos pais – está sempre perto e distante. O filme todo se desenrola em torno à metáfora da perspectiva, como se uma lente buscasse o foco capaz de revelar o que, no fundo, é a felicidade do sujeito. Daí a “Happy Ave” que está sempre logo ali, indicando o impalpável do caminho que leva para fora de casa.

Todos os sinais da contracultura – liberação sexual, políticas do sujeito, drogas e resistência à guerra – estão presentes, sem que no entanto componham o foco do filme, que recai antes de tudo sobre a separação da família, naquele instante mágico em que ela se desfaz para que alguém possa enfim juntar suas poucas coisas e partir.

É um filme inteligente, e o final é curioso: um empresário-hippie, montado em seu cavalo fogoso, em meio à lama e aos restos da festa, é portador de um charme inegável, já completamente estilizado, como que a anunciar o momento em que a contracultura se tornaria um produto rentável e irresistível na Broadway, com o musical Hair. O empresário-hippie é ainda o visionário arrivista que está tramando um concerto dos Rolling Stones na costa oeste. Para qualquer bom conhecedor da história da contracultura, vai aí cifrado o final trágico do sonho daquela década: em dezembro de 1969, em Altamont, os Stones contratariam os Hells Angels para garantir a segurança de seu show. Quatro pessoas morreram e inúmeras ficaram feridas, enquanto a gang “protegia” o palco com suas motocicletas.

Publicado no blog Pena vadia
Pedro Meira Monteiro
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06 de setembro
1982. A experiência gaúcha: Cio da Terra


Veja as matérias:
O sonho inocente
Publicada em 25/07/1999 no jornal Zero Hora

Por um novo horizonte
Publicada em 27 e 28/10/07 no jornal O Pioneiro

O Sul já teve o seu Woodstock
Publicada em 30/10/07 no jornal O Pioneiro

E fecundar o chão
Publicada em 19/12/2008 no jornal Zero Hora 0
01 de setembro
Foguete Apolo, Festival Dionísio
Esses dias fecharam quarenta anos da chegada à Lua. As comemorações e evocações me parece que não ficaram à altura da força simbólica do evento lá em julho de 1969 – e pode ser que nunca fiquem, porque agora, 2009, ir ou não à Lua é questão perfeitamente secundária, irrelevante até, bem ao contrário de então, quando era um problema de urgência científica e de primazia política (chegariam antes os americanos e o Mundo Livre ou os soviéticos e a Cortina de Ferro?). Foram os estadunidenses, como foram eles que derrotaram o bloco inimigo, vinte anos depois. E o fizeram sob este nome tão íntimo nosso, Apolo, o nome da nave. Apolo é um dos mais representativos deuses gregos; se caracteriza pelo equilíbrio, a moderação, a razão, a ordem – um deus à feição para simbolizar a ciência positiva. Quarenta anos atrás, deve ter ficado feliz com aquele atingimento tão extremo da história humana.

Também quarenta anos se completam de Woodstock, o festival de rock ocorrido em três dias, em agosto de 1969, em uma fazenda do estado de Nova York. Quantos jovens estiveram lá? As cifras variam bastante, mas ninguém baixa de 500 mil. Até então, juntação de gente para ouvir rock nunca tinha ido tão longe. Foi o auge da atitude hippie: paz e amor, drogas e rock’n’roll, numa confraternização que contrastava com o ímpeto belicista, o consumismo, a caretice, o jeito todo do Sistema. Era Dionísio dando as caras, numa festa contínua de dezenas de horas – Dionísio, outro grego (mas de origem oriental), o deus da desmedida, da festa, da celebração irracional.

No momento em que escrevo estas palavras escuto um CD com Jimi Hendrix, o sensacional guitarrista que encerrou o festival, com a execução famosa do hino da terra do tio Sam (sofrida, irônica, reivindicativa?) e com Hey, Joe (“Ei, Zé, onde tu vai com essa arma na mão?”). O que era aquilo? Uma vez eu li esta síntese eloquente, que explica uma parte do fascínio imorredouro do evento: Woodstock foi o derradeiro momento em que palco e plateia pareciam intercambiáveis, porque a força da grana ainda não era a principal, no mundo jovem, dos nascidos em 1940, 42, 45, como Jimi Hendrix, Caetano Veloso ou Bill Clinton.

Já tínhamos DVD e CD para reviver aquilo tudo; agora temos um belo livro, de Pete Forndale, radialista que começou a trabalhar no mesmo ano em uma FM descolada, acompanhou a coisa toda e agora nos relata, com um ritmo de cinema documentário, outros aspectos sensíveis: Woodstock – Quarenta Anos Depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá (trad. Jamari França, editora AGIR). Da pesada.

Publicada em 21/07/09 no jornal Zero Hora
LUÍS AUGUSTO FISCHER
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01 de setembro
WOODSTOCK 2009 - Quarenta anos depois
"o sonho acabou, quem não dormiu de sleeping bag nem sequer sonhou."
G. Gil

Wooodstock aconteceu em agosto de 1969, o que seria inicialmente uma “Feira de Artes” ficou conhecida como o festival de “three days of peace and music”. Nunca tanta gente- pelo menos 500 mil- havia se reunido para celebrar a música e a ideologia de um tempo. Paz – protestando contra a Guerra em geral e a do Vietnam em particular. Amor - sexo podia ser feito com liberdade, contestando a moral puritana e sem temor de doenças fatais e, Música o catalisador principal. Um rock que resgatava todas as raízes do folk e do blues e que em 1969 era considerado anunciador de uma nova era – Aquarius. Graças as imagens fotográficas e cinematográficas, o nome Woodstock e sua trilha sonora preencheram o universo musical e visual de várias gerações.

O festival estava pensado para se realizar na comunidade de Woodstock, lugar de longa tradição com as artes. Mas acabou localizado na fazenda de Max Yasgur, Estado de Nova York. Foi a síntese de um momento da história dos EUA e da cultura ocidental. Auge da contracultura e começo do “dream is over”. Como todo acontecimento surpreendente, sua complexidade justifica o número de publicações sobre ele. Só neste ano (2009), podemos relacionar desde relatos de quem esteve lá-“Woodstock Revisited”, de Susan Reynolds, onde 50 depoimentos falam da experiência de participação no festival. Passando pelo testemunho de Michael Lang, um dos principais organizadores que tenta dar conta do que eles nem imaginavam provocar em “Road to Woodstock”. Até mesmo simpósio universitário, em Surrey (UK), – “Remembering Woodstock”, organizado por Andy Bennett, para discutir aspectos sociológicos, musicais, da cobertura de mídia(TV e Jornais) e da nostalgia criada em torno de Woodstock.

No final dos anos 60, as condições estavam todas lançadas. A mobilização pelos direitos civis e igualdade racial conquistava espaços. O movimento hippie, oriundo de San Francisco, ainda estava presente. Junte-se a isto, as repercussões de Maio/ 68 e os assassinatos de Martin Luther King e Bob Kennedy. As situações contraditórias eram evidentes: em 1969 o homem pisava na Lua, simultaneamente os jovens norte-americanos e de outras partes do mundo queriam retomar suas raízes valorizando a ecologia, a literatura e a música negra. Uma geração inteira, não estava mais disposta a sustentar os ideais que os lançavam numa guerra fria que incluía “lutar contra o comunismo” na Coréia e no Vietnã. Os rapazes queimavam os papéis do serviço militar e as moças protestavam contra os padrões repressivos de mãe e dona de casa. A expressão da sexualidade e a vida em comunidade subvertiam a moral da época.

Assim como assumir valores trazidos do oriente; a Yoga, a meditação, a comida natural e, além disto, as drogas como um fator de expansão da mente.

O festival de Woodstock sintetizou tudo. Colocou lado a lado pacifistas e militaristas; hippies e comerciantes, caretas e junkies numa mescla impensável e que contra todas as previsões, não se transformou num caos. Até mesmo chuva e lama se transformaram em ocasião lúdica. Esta foi uma das novidades: 500 mil pessoas se reuniram num lugar com infraestrutura precária durante três dias, solidariamente, sem tragédia.

Para sua repercussão, dois fatores foram fundamentais: a música e o filme. Eles possibilitaram que as imagens e o “pensamento Woodstock” influenciassem o mundo. O documentário dirigido por Michael Wadleigh e uma equipe que, entre outros, incluía o jovem assistente de direção e montador Martin Scorcese transformou-se em referencia desde então. Os cortes, a edição cuidadosa das entrevistas, fizeram com que as canções se transformassem em hinos. A performance de grupos como “The Who”- “see me , feel me, touch me...”; “Santana”, além de Janis Joplin, Jimmi Hendrix e Joe Cocker re-inventando “with a little help from my friends” ainda hoje é lembrada como um tempo onde , além do consumo, a música veiculava uma forma de pensamento.

No Brasil, com um regime militar vigente, a irreverência da música, o colorido das roupas e o comprimento dos cabelos era uma forma de protesto. O exercício da sexualidade também. A despeito de uma concordância; de que as drogas hoje tem um caráter completamente diferente dos anos 60, as controvérsias seguem. Há quem não veja nada interessante naquela estética e acredita que Woodstock foi “uma praga que veio para ficar”, até quem afirme que ali se inventou uma forma diferente de fazer política que está presente na queda do Muro de Berlim, na libertação de Nelson Mandela, no Fórum Social Mundial e na massa que se reúne em grandes concertos contra a violência, pela preservação da Terra ou só para se divertir. O relançamento do documentário e mesmo filmes novos sobre o evento (Taking Woodstock, de Ang Lee) podem instigar as discussões. Apenas nostalgia, ou uma maneira de inventar o futuro e dizer que a vida vale a pena se a alma não é pequena?

Publicada em 01/08/09 no jornal Zero Hora
Cafezinho da Pop Rock com Robson de Freitas Pereira e Juarez Fonseca no dia 21/08/09


Podcast de Juarez Fonseca



Podcast de Sidnei Goldberg



Podcast de Luiz Augusto Fischer


Podcast de Ricardo Goldenberg

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21 | agosto - Cenas de um Festival .Woodstock 40 anos. - APPOA (Faria Santos, 258), 19hs;

13 | novembro - Woodstock 40 anos depois - 55ª Feira do Livro de Porto Alegre (Sala Oeste), 19hs.

17 | novembro - Debate sobre o filme "Woodstock – 3 dias de paz, amor e música" com a participação do jornalista e escritor Juarez Fonseca, e dos psicanalistas Robson de Freitas Pereira e Liliane Froemming - Sala Redenção - Cinema Universitário - UFRGS, 19hs.
Projeto e Execução
Radioativa Produtora de Áudio


Promoção
Associação Psicanalítica de Porto Alegre